O “sabor” do olhar prevalece sobre o sabor da essência

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Na aldeia pomares de fruta abastecem anualmente os hipermercados Continente com toneladas e toneladas… de fruta. Tangerinas ancores, Nectarinas, Pêssegos, e Ameixas começam na Primavera a sair da aldeia até praticamente o fim do Verão em camiões a um ritmo diário

A fruta é cuidadosamente escolhia, se tiver no seu exterior algo de diferente das consideradas normais não segue viagem, mas todo o seu interior que se degusta é rigorosamente igual às demais, às suas companheiras de produção da mesma árvore de fruto. Os olhos “descriminam” o que de forma rigorosamente igual jubila o ser e o paladar do homem

De sorriso nos lábios o produtor oferece toneladas e toneladas dessa fruta que não segue viagem a todos que a queiram ir buscar, o que não evita que outras tantas toneladas anualmente tenham como destino o lixo. Foram preteridas pela qualidade da sua apresentação exterior, mas na sua essência são rigorosamente iguais sem qualquer podridão ou diferente sabor no que se degusta

Não admira pois que também sobre a fruta tal como em “tudo” na vida esta se classifique pelo que os olhos vêm e não pelo que verdadeiramente o são e interessa.

A parte materialista do homem teima a “tudo” classificar pelo seu olhar, se é diferente exteriormente no quotidiano do que é considerado normal é fruta de pomar não apta a seguir a mesma viagem com as demais

É certo que há consciências que sabem e apreciam tanto a fruta preterida como a que vai aguçar apetites na cidade distante da charneca, mas muitos e muitos… não dão oportunidade do handicap ser a sua essência tal qual como a fruta considerada normal

O preconceito está bem patente em muitas e muitas vertentes da vida. Julga-se melhor e mais capaz. Existem padrões considerados o normal e são eles que comandam o gosto de olhares de olhos que não sabem ver e saborear a vida além do seu olhar

Um abraço amigo

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