O meu humilde escrever na tarde

A charneca que nos circunda, esta tão nossa charneca a sul do Ribatejo que já mira o Alentejo, está cinzenta, o sol hoje apenas muito. muito timidamente vai esporadicamente espreitando, e a claridade do dia é ofusca

Pelas ruas da aldeia aldeões de rosto tapado e corpo já agasalhado, pois o não muito distante no calendário Inverno já vai mostrando que os dias que se seguem a si pertencem. As conversas que se vão conversando na simplicidade destas humildes e grandiosas gentes são maioritariamente sobre o temível do presente dos nossos dias

No minha débil percetividade de conseguir acompanhar a comunicação verbal, o uso de máscara dificulta de veras a minha tão limitada comunicação verbal e a custo vou entendendo os diálogos que travo com o ” Ti Jaquim” nas palavras que saem do seu cativante rosto de pele enrugada pela sua já longevidade de agrestes Invernos que desceram ao vale onde vive a nossa amada aldeia

O ” Ti Jaquim” sabe que eu necessito de lhe ler os lábios e em distância de segurança vamos de vez em quando destapando o nosso rosto

As lareiras já vão acendendo e as chaminés fumegando, ténue chover a nossa aldeia molhando e o meu sentir a jubilar entre as minhas gentes.

Saudade, tristeza e tamanha falta imensamente sentidas de azáfama vivida no que tanto se amava, no que tanto se gostava e estes momentos são um recarregar de vida em que Deus me diz que a dádiva da vida poderá entre nós levar fortes abanões, viver agrestes tempestades, mas ela entre acentuados cinzentos sempre nos vai dando sol para aquecer e jubilar o nosso coração para viver o presente do nosso caminhar

Aldeia onde cresci e me fiz adulto, sou orgulhosamente deste lugar um aldeão. Todos conheço, todos me conhecem, todos são os meus e eu sou de todos eles

Sou um tamanho orgulhoso aldeão da aldeia de São José da Lamarosa no concelho de Coruche, no distrito de Santarém. Sou um Ribatejano que o Alentejo já beijo e esta semana por aqui estarei na bênção de Deus a desfrutar a minha caminhada entre as minhas gentes

Eu amo muito a minha querida aldeia
Eu gosto de todo o lugar onde vivo
Sinto-me bem onde a vida me rodeia
Em todo o sitio eu tento ser assertivo

Um Abraço Amigo

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